domingo, 30 de novembro de 2008

Segundo as normas emanadas do Vaticano II
Textos a cantar no Advento, Missas do Parto e Natal




2º. Domingo do Advento - 7 de Dezembro

Entrada: «Povo de Sião»; «F. Dos Santos»; «CEC I, pág. 14»
Salmo Responsorial: «Mostrai-nos o vosso amor»; «M. Luís»: «SR»; pág. 184.
Comunhão: «Levanta-te, Jerusalém»; «F. dos Santos»; «CEC I» pág. 17.
Pós-Comunhão: «Meu Deus que alegria»; «CRNM», Rufino Silva, N.º 121.
Final: «Formosa Flor de Jessé»; popular; «CRNM», Rufino Silva, pág.64; ou «Abri de par em par»; «C. Silva»; «OC» pág. 25.



Solenidade da Imaculada Conceição - 8 de Dezembro

Entrada: «Exulto de Alegria no Senhor»; «M. Silva, «CEC II, pág. 210
Salmo Responsorial: «Cantai ao Senhor um cântico novo», «M. Luís» «SR», pág. 396 Comunhão: É celebrada a vossa glória»; F. dos Santos»; «CEC II, pág. 212»;
Pós-Comunhão: «Tu és a glória de Jerusalém»; «M. Luís» «CT» No. 544, pág. 381.
Final; «Salve Nobre Padroeira»; «CT», N.º 570, pág. 395.



3.º Domingo do Advento - 14 de Dezembro

Entrada: «Alegrai-vos no Senhor»; «F. Fernandes»; «CEC I», pág. 19; ou «Alegrai-vos sempre no Senhor»; «Acílio Mendes»; «SPAP», pág. 103.
Salmo Responsorial: «A minha alma exulta no Senhor»; «M. Luís», «SR» pág. 186. Comunhão: «Levanta-te, Jerusalém»; «F. dos Santos»; «CEC I, pág. 17; ou «Senhor descei a nós»; «M. Luís»; «Idem», pág. 33.
Pós-Comunhão: «Não temas, povo de Deus»; «M. Borda»; «AIC», pág. 64; ou «o Senhor nos visitará»; «F. Silva»; «AIC», pág. 70.
Final: «Quando virá, Senhor o dia»; «Tradicional»; «CT», pág. 194, N.º 256, ou «CRNM», pág. 124; ou «Ave, Senhora do Advento», Az. Oliveira»; «AIC», pág. 47.



Missas do Parto

Entrada: «Bendito e louvado seja o Puríssimo Parto da Virgem Maria»; «CRNM», N.º 103, pág. 95. Vinde Espírito Santo»: «CRNM», N.º 13 pág. 28. Ladaínha de Nossa Senhora: «CRNM», do Nº. 19 ao N.º 31; Págs, 34 a 38. Salve Rainha: «Idem», N.º 77, pág. 74.
Salmo Responsorial: Salmos próprios de cada dia, como abaixo se indica.
Pai Nosso: «CRNM» do N.º 128 ao N.º 138, Págs. 116 a 123.
Comunhão: «Nome de Maria - Cantemos, Cantemos», «Idem» N.º 89, pág. 82.
Pós-Comunhão: «Meu Deus que alegria»; «Idem» N.º 120, pág. 110.
Final: «Virgem do Parto», «Idem», n.º 96, pág. 89.



Salmos Responsoriais e Refrães das Missas do Parto Dia 15 e 23: Sl 24 – «Ensinai-me, Senhor, os vossos caminhos»; «SR» pág. 210.

Dia 16: Sl 33 - «O pobre clamou, o Senhor o ouviu»; «SR, pág. 324».
Dia 17 e 18: Sl 71 - «Nos dias do Senhor, nascerá a paz e a justiça»; «SR, pág 18».
Dia 19: Sl 70 - «A minha boca cantará a vossa glória»; «SR, pág. 288».
Dia 20: Sl 23 - «Venha o Senhor: é Ele o Rei glorioso»; «SR pág. 22».
Dia 21 e 24: Sl 88 «Senhor, cantarei eternamente a vossa bondade», «SR «Pág. 188».
Dia 22: I Sam 2 - «O meu coração exulta no Senhor»; «SR. pág. 458»



Versículos da Aclamação ao Evangelho:

Dia 15: Mostrai-nos, Senhor a vossa misericórdiaE dai-nos a vossa salvação Dia 16: Vinde, Senhor e não tardeisPerdoai os pecados do vosso povo.
Dia 17: Ó Sabedoria do Altíssimo, que tudo governais com firmeza e suavidade, Vinde ensinar-nos o caminho da salvação.
Dia 18: Ó Chefe da Casa de Israel, que no Sinai destes a Lei a Moisés; Vinde resgatar-nos com o poder do vosso braço.
Dia 19: Ó Rebento da raiz de Jessé, sinal erguido diante dos povos vinde libertar-nos, não tardeis mais.
Dia 20: Ó Chave da Casa de David, que abris e ninguém pode fechar; Vinde libertar os que vivem no cativeiro das trevas e nas sombras da morte.
Dia 21: Eis a escrava do SenhorFaça-se em mim segundo a vossa palavra.
Dia 22 e 23: Ó Rei das nações e pedra angular da Igreja;Vinde salvar o homem que formastes do pó da terra.
Dia 24: Ó Sol nascente, esplendor da luz eterna e sol de justiça; Vinde iluminar os que vivem nas trevas e na sombra da morte.



4.º Domingo do Advento 21 de Dezembro

Entrada: «Quando virá, Senhor o dia»; «Tradicional»; «CT», pág. 194, N.º 256, ou «CRNM» pág. 124; «Rufino Silva».
Salmo Responsorial: «Senhor, cantarei eternamente»; «P. Manuel Luís» «SR» pág. 188. Apresentação dos Dons (Ofertório): «Deus abençoou a nossa terra»; «M. Luís»: «AIC» pág. 52; ou «Bendito seja Deus, bendito seja»; «Az. Oliveira»; «AIC», pág. 334.
Comunhão: «Eis a escrava do Senhor»; «C. Silva»; Idem», pág. 25.
Pós-comunhão; «Não temas, povo de Deus»; «M. Borda»; «AIC», pág. 64; ou «o Senhor nos visitará»; «F. Silva»; «AIC», pág. 70.
Final: «Abri as portas» ou «Abri de par em par»; «C. Silva»; «OC» págs. 24 e 25.



Noite de Natal

Missa da Meia-Noite 24/25 de Dezembro
Entrada: «Disse-me o Senhor»; «M. Silva»; «CEC I», pág. 43;
Salmo Responsorial: «Hoje nasceu o nosso Salvador»; Manuel Luís «SR», pág. 26.
Aleluia: «Aleluia... já nasceu»; Autor C. Gabarain; «CT», pág. 200, N.º 264;
Apresentação dos Dons: «Alegrem-se os Céus e a terra; «Tradicional»: «CT» N.º263; ou «Deixai os Montes Pastores», «Cónego Vaz», «CRNM», N.º 158, Pág. 141.
Comunhão: «As nuvens piedosas»; Tradicional»; «CRNM», pág. 134.
Pós-Comunhão: «Eia, Meninos à porfia»; «Tradicional»; «CRNM» pág. 156.
Final: «Cristãos Alegria»; «Tradicional»; «CT» pág. 205, N.º 271



Missa do Dia de Natal
- 25 de Dezembro
Entrada: As nuvens piedosas»; Tradicional»; «CRNM», pág. 134.
Salmo Responsorial: «Todos os confins da Terra»; «Manuel Luís»: «SR», pág. 30.
Aclamação ao Evangelho: «Aleluia»; «Manuel Luís», «SR», pág. 31.
Ofertório: «Correi, Pastorinhos», popular, «CT» pág. 270.
Comunhão: «Noite de paz»; «Franz Gruber»; «CT», pág. 216, N.º 288
Pós-Comunhão: Vinde Adoremos (Adeste Fideles); «CT» pág. 227, N.º 301.
Final: «Cristãos Alegria»; «Tradicional»; «CT» pág. 205, N.º 271



Sagrada Família de Jesus, Maria e José – 28 de Dezembro

Entrada: «Os pastores vieram a toda a pressa»; «F. Santos»; «CEC I», pág. 63. Salmo Responsorial: «Ditosos os que temem o Senhor»; «Manuel Luís»: «SR», pág. 32.
Apresentação dos Dons: «Correi, Pastorinhos», popular, «CT» pág. 270.
Comunhão: «Noite de paz»; «Franz Gruber»; «CT», pág. 216, N.º 288
Pós-Comunhão: Vinde Adoremos (Adeste Fideles); «CT» pág. 227, N.º 301.
Final: «Cristãos Alegria»; «Tradicional»; «CT» pág. 205, N.º 271



NOTA: No livro «Cânticos Religiosos do Natal Madeirense» de Rufino Silva, encontram-se muitas partituras tradicionais madeirenses, próprias desta época do Advento, Missas do Parto e Natal, que à escolha e gosto de cada um, podem ser cantadas durante as celebrações litúrgicas como música popular tradicional, que também é recomendada pela Constituição sobre a Sagrada Liturgia do Concílio Vaticano II. Na referida recolha o leitor pode encontrar a tradição da sua paróquia. Seria importante que cada paróquia revivesse a sua tradição.



Siglas dos livros utilizados«CT»:
Cantemos Todos«CRNM»: Cânticos Religiosos do Natal Madeirense«CEC I e II»: Cânticos de Entrada e Comunhão I e II«AIC»: A Igreja Canta«SR»: Salmos Responsoriais«OC»: Orar Cantando



Jm.Pedras Vivas Domingo. 30 de Novembro de 2008
Um ano a caminhar com São Paulo – 23.ª Semana

Eucaristia, factor de comunhão

A questão fundamental para São Paulo e para a Igreja hodierna, é que a Eucaristia seja um factor de comunhão para todos os participantes. Não se trata apenas de comungar o Corpo e o Sangue do Senhor, no momento do momento chamado «Comunhão» da missa, mas sim de que a participação da Eucaristia, resulte numa autêntica comunhão de bens e de sentimentos entre todos os participantes, sem exclusão de quem quer que seja, mesmo dos mais pobres.O problema das divisões que assolavam a comunidade de Corinto e que têm sido apanágio de algumas comunidades cristãs através dos tempos, sem excepção para os dias de hoje, foi trazido a Paulo: «Reunis-vos, não para vosso proveito, mas para vosso dano. É que, antes de mais, ouço dizer que, quando vos reunis em Igreja, há divisões entre vós, e em parte eu acredito. E até é necessário que haja separações entre vós, para que se tornem conhecidos aqueles que de entre vós resistem a esta provação». (1Cor 11, 17b-19).Já Paulo considerava que há males que vêm por bem, pois as divisões fariam sobressair os que delas se abstivessem. No entanto, não deixa de salientar que as reuniões com divisões apenas contribuíam para o dano e não para o proveito dos seus participantes.Para entendermos melhor as observações ao Apóstolo, devemos recordar os costumes e hábitos dessas primeiras comunidades cristãs que celebravam a Eucaristia integrada numa refeição, numa ceia, tal qual fizera Jesus na sua última Ceia com os Apóstolos.Ao começar a refeição, era consagrado o Pão eucarístico que todos comungavam, seguia-se a refeição propriamente dita, e ao final desta, era consagrado o Vinho que os participantes voltavam a comungar, a beber.Ora, segundo afirma São Paulo, era durante esta ceia que se praticavam alguns abusos, tanto na comida como na bebida, pois uns comiam demasiado, (os ricos), outros passavam fome, (os pobres) e outros ainda se embriagavam. Tudo isto Paulo os lança em rosto: «Quando, pois, vos reunis, não é a ceia do Senhor que comeis, pois cada um toma a sua própria ceia. E, enquanto um passa fome, outro fica embriagado. Porventura não tendes casas para comer e beber? Ou desprezais a Igreja de Deus e envergonhais aqueles que nada têm? Que vos direi? Hei-de louvar-vos? Nisto não vos louvo» (1Cor 11, 20-22).

Narração mais antiga da instituição eucarística

Paulo aproveita o ensejo para recordar-lhes a instituição da Eucaristia, durante aquela que foi a última Ceia de Cristo na véspera da sua morte, assim como a relação íntima entre uma e outra. A Eucaristia recorda e actualiza no tempo o mesmo sacrifício e entrega da sua vida, numa nova aliança entre Deus e a humanidade. Aquela reunião, portanto, onde se come e bebe o Corpo e o Sangue do Senhor, tem um significado muito mais alto do que se tratasse apenas duma refeição comum. «Com efeito, eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: O Senhor Jesus, na noite em que era entregue, tomou o pão e, tendo dado graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu corpo, que é para vós; fazei isto em memória de mim». Do mesmo modo, depois da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, sempre que o beberdes, em memória de mim». Porque, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha.» (1Cor 11, 23-26).Por esta razão sublime, por tratar-se da Ceia do Senhor, é que Paulo recorda algumas condições de dignidade, de comunhão, de fraternidade que deveria existir entre todos os participantes: «Assim, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Portanto, examine-se cada um a si próprio e só então coma deste pão e beba deste vinho. Pois aquele que come e bebe, sem distinguir entre o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação. Por isso há entre vós muitos débeis e enfermos e muitos morrem. Se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando somos julgados pelo Senhor, Ele corrige-nos, para não sermos condenados pelo mundo». (1 Cor 11, 27-32).Paulo faz a sua exortação final, em ordem à vivência do amor, à fraternidade, entre todos os comensais, participantes da mesma Eucaristia: «Por isso, meus irmãos, quando vos reunirdes para comer, acolhei-vos uns aos outros. Se algum tem fome, coma em casa, a fim de não vos reunirdes para vossa condenação. Quanto ao resto, hei-de resolvê-lo quando chegar». (1 Cor 11, 33-34).

50 mil cristãos celebram o natal como refugiados

50 mil cristãos correm o risco de celebrar o natal como refugiados na Índia, após a onda de violência que se abateu sobre esta comunidade nos últimos meses, em especial no Estado de Orissa. Quando se aproxima a celebração do Natal, a comunidade cristã exige “justiça e segurança”. Apesar de a Igreja em Orissa ter anunciado que as Missas se celebrarão em todas as paróquias, na parte da manhã e da tarde do dia de Natal, mais de 50 mil cristãos, entre homens, mulheres e crianças, correm o risco de celebrar esta festa como refugiados, escondidos nas florestas ou nos campos de deslocados, temendo pelas suas vidas. Segundo a agência missionária do Vaticano, Fides, os cristãos “não têm a coragem de voltar às suas casas - muitas foram destruídas ou expropriadas ilegalmente pelos fundamentalistas hindus - por causa do medo de novas violências e ameaças”. Segundo estimativas da Igreja local, 4500 casas de cristãos foram queimadas em Orissa e em 300 aldeias a presença cristã foi totalmente apagada.

Jm.Pedras Vivas Domingo. 30 de Novembro de 2008
Sinal de vida, luz e esperança


Coroa de Advento símbolo da luz e da vida


Introduziu-se nas nossas igrejas o costume de fazer uma coroa de Advento (ou coroa das luzes de Advento). Trata-se de uma iniciativa louvável de marcar os tempos do ano litúrgico com alguns sinais visuais ou acústicos, imagens eloquentes, com intenção pedagógica, recorrendo, quando necessário, ao tesouro da linguagem simbólica universal (no Advento, a coroa; no Natal, o presépio; na Quaresma, a cruz ou o Crucifixo; na Páscoa, o Círio pascal adornado).Deste modo, de forma expressiva e impressiva, a rica linguagem da liturgia alarga-se para alimentar a espiritualidade cristã e abre-se a outros horizontes.A sua linguagem é coerente e insere-se nas raízes simbólicas universais.O cristianismo, no seu dinamismo activo de incarnação, retoma sempre, tanto no passado como hoje, e dá sentido a estas linguagens e integra-as na sua liturgia. Facilmente se descobre, na coroa de Advento, uma afinidade com outras práticas tradicionais, nomeadamente, o rito do “lucernário” (o acender da luz, ao cair da tarde), na sua forma circular, símbolo primordial da eternidade, na cor verde vegetal, sinal de vida e esperança.... A progressividade da luz, imprimida pelo ritmo dos quatro círios que balizam as quatro semanas de preparação, e que se vão acendendo, até ao Natal, a festa da Luz, aponta o caminho das trevas para a luz, como assinala o profeta: “o povo que andava nas trevas viu uma grande luz”. “A coroa de Advento é, pois, um símbolo da esperança de que a luz e a vida triunfarão sobre as trevas e a morte”. O que é a coroa? É uma roda, envolvida por uma rede de arame para segurar os ramos verdes que a revestem totalmente. Sobre a roda (de madeira ou outro material resistente) colocam-se quatro velas ou círios, bem seguros, (de cor ou várias cores). Deve colocar-se a coroa num lugar bem visível da igreja, contanto que não esconda o altar, o ambão e a cadeira e se enquadre bem e respeite a estética da igreja. A realização e a colocação deste elemento requer estudo e bom gosto, sob pena de se tornar incoerente ou agressiva, em contraste com a harmonia do espaço sagrado.Pode benzer-se a coroa, segundo o formulário previsto no Ritual das bênçãos.Em cada domingo é acendida uma vela, ou por uma criança, ou por um jovem, ou por um idoso, ou por um casal, etc... Caso a colocação da coroa não facilite este modo de proceder, a coroa já aparecerá acesa (1ºdom. – 1 vela; 2º – 2 velas; etc.).Também nas famílias, nas escolas e nos grupos de catequese se pode fazer a coroa de Advento. Colocada em lugar de destaque e de honra, deve constituir um pólo de reunião da pequena comunidade para a Palavra e para a Oração.A “Coroa de Advento” pode ser benzida no início da missa. A bênção terá lugar após a saudação inicial, em vez do acto penitencial.Advento prepara Natal Começa hoje o tempo litúrgico do Advento. O Advento é um dos denominados “tempos fortes” do ano litúrgico que acentua, diacronicamente, um momento particular do Mistério de Cristo.A “feliz expectativa” do Advento assinala de forma clara que o tempo da festa não chegou; aliás, no início do Cristianismo a palavra “adventum” (parusia, em grego) utilizava-se para denominar não a primeira vinda de Jesus, mas a sua vinda definitiva no fim dos tempos, como Senhor do Universo.Quem participar nas celebrações dos Domingos do Advento notará que esta perspectiva “escatológica” continua a dominar, com destaque para os profetas e para João Baptista. No entanto, a partir do dia 17 de Dezembro, a preparação do Natal fixa-se nos antecedentes próximos do nascimento de Jesus e na figura da Virgem Maria, com as célebres antífonas do “Ó” na Liturgia das Horas ou as tradicionais “Missas do Parto” na ilha da Madeira.A partir do séc. VI tornou-se normal preparar o Natal desta maneira, mas o actual contexto cultural, económico e social provoca um impacto com fenómenos a que o tempo litúrgico não estava habituado. De facto, o Natal já há muito que começou nas ruas e montras decoradas, nos catálogos de compras, nos anúncios televisivos.Se, como dizem os especialistas, o Natal faz parte de um conjunto de momentos salvíficos que a Igreja celebra ritualmente centrada em Cristo, o desafio das 4 semanas que o preparam directamente é retomar essa centralidade. O Advento quer oferecer aos fiéis e à sociedade uma oportunidade para reflectir sobre as riquezas de uma dimensão da vida de Cristo, a sua Encarnação, como momento fundamental na História da Salvação.Tanto mais importante é este tempo de preparação litúrgica quanto mais gente está tão preocupada em preparar o Natal que não lhe dá atenção. O “tempo da esperança” pode então ser um grande testemunho cristão para o actual momento da sociedade: tempo de morte, de terror, de prescindir de direitos em nome da segurança. O Advento de 2008 é uma oportunidade única para lembrar todos os homens que o Natal acontece mesmo quando eles não querem.


Pedras Vivas, 30-11-2008
Homilia do Papa Bento XVI em Sidney

VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA BENTO XVI A SIDNEY (AUSTRÁLIA) POR OCASIÃO DA XXIII JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE
(13 - 21 DE JULHO DE 2008)

CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA PARA A XXIII JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE


HOMILIA DO SANTO PADRE BENTO XVI
Hipódromo de RandwickDomingo, 20 de Julho de 2008

Queridos amigos,

«Ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós» (Act 1, 8). Vimos hoje cumprida esta promessa. No dia de Pentecostes, como ouvimos na primeira leitura, o Senhor ressuscitado, sentado à direita do Pai, enviou o Espírito sobre os discípulos reunidos no Cenáculo. Com a força deste Espírito, Pedro e os Apóstolos foram pregar o Evangelho até aos confins da terra. Em cada idade e nas mais diversas línguas, a Igreja continua a proclamar pelo mundo inteiro as maravilhas de Deus, convidando todas as nações e povos a abraçar a fé, a esperança e a nova vida em Cristo.

Nestes dias, vim também eu como Sucessor de Pedro a esta maravilhosa terra da Austrália. Vim para confirmar-vos, meus jovens irmãos e irmãs, na vossa fé e abrir os vossos corações ao poder do Espírito de Cristo e à riqueza dos seus dons. Rezo para que esta grande assembleia, que congrega jovens «de todas as nações que há debaixo do céu» (Act 2, 5), se torne um novo Cenáculo. Que o fogo do amor de Deus desça sobre os vossos corações e os encha, a fim de vos unir cada vez mais ao Senhor e à sua Igreja e enviar-vos, como nova geração de apóstolos, para levar o mundo a Cristo.

«Ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós». Estas palavras do Senhor ressuscitado revestem-se de um significado particular para os jovens que vão ser confirmados, marcados com o dom do Espírito Santo, durante esta Santa Missa. Mas, tais palavras são dirigidas também a cada um de nós, isto é, a todos aqueles que receberam o dom do Espírito de reconciliação e da nova vida no Baptismo, que O acolheram nos seus corações como sua força e guia na Confirmação e que crescem diariamente nos seus dons de graça por meio da Sagrada Eucaristia. De facto, em cada Missa o Espírito Santo, invocado na oração solene da Igreja, desce novamente não só para transformar os nossos dons do pão e do vinho no Corpo e no Sangue do Senhor, mas também para transformar as nossas vidas fazendo de nós, com a sua força, «um só corpo e um só espírito em Cristo».

Mas, o que é este «poder» do Espírito Santo? É o poder da vida de Deus. É o poder do mesmo Espírito que pairou sobre as águas na alvorada da criação e que, na plenitude dos tempos, levantou Jesus da morte. É o poder que nos conduz, a nós e ao nosso mundo, para a vinda do Reino de Deus. No Evangelho de hoje, Jesus anuncia que começou uma nova era, na qual o Espírito Santo será derramado sobre a humanidade inteira (cf. Lc 4, 21). Ele próprio, concebido por obra do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria, veio habitar entre nós para nos trazer este Espírito. Como fonte da nossa vida nova em Cristo, o Espírito Santo é também, de modo profundamente verdadeiro, a alma da Igreja, o amor que nos une ao Senhor e entre nós e a luz que abre os nossos olhos para verem as maravilhas da graça de Deus ao nosso redor.

Aqui na Austrália, nesta grande «Terra Austral do Espírito Santo», tivemos todos uma inesquecível experiência da presença e da força do Espírito na beleza da natureza. Os nossos olhos abriram-se para contemplar o mundo circundante tal como verdadeiramente é: «repleto – como disse o poeta – da grandeza de Deus», cheio da glória do seu amor criador. Também aqui, nesta grande assembleia de jovens cristãos vindos de todo o mundo, tivemos uma experiência concreta da presença e da força do Espírito na vida da Igreja. Vimos a Igreja na profunda verdade do seu ser: Corpo de Cristo, comunidade viva de amor, que engloba pessoas de toda a raça, nação e língua, de todos os tempos e lugares, na unidade que brota da nossa fé no Senhor ressuscitado.

A força do Espírito não cessa jamais de encher de vida a Igreja. Através da graça dos sacramentos dela, esta força flui também no nosso íntimo como um rio subterrâneo que alimenta o espírito e nos atrai e aproxima cada vez mais da fonte da nossa verdadeira vida, que é Cristo. Santo Inácio de Antioquia, que foi martirizado no início do século II, deixou-nos uma esplêndida descrição desta força do Espírito que habita dentro de nós. Falou do Espírito como de uma nascente de água viva que brotava no seu coração e lhe sussurrava: «Vem, vem para o Pai!» (cf. Aos Romanos 6, 1-9).

No entanto esta força, a graça do Espírito, não é algo que possamos merecer ou conquistar; podemos apenas recebê-la como puro dom. O amor de Deus pode propagar a sua força, somente quando lhe permitimos que nos mude a partir de dentro. Temos de O deixar penetrar na crosta dura da nossa indiferença, do nosso cansaço espiritual, do nosso cego conformismo com o espírito deste nosso tempo. Só então nos será possível consentir-Lhe que acenda a nossa imaginação e plasme os nossos desejos mais profundos. Eis o motivo por que é tão importante a oração: a oração diária, a oração privada no recolhimento dos nossos corações e diante do Santíssimo Sacramento e a oração litúrgica no coração da Igreja. A oração é pura receptividade à graça de Deus, amor em acto, comunhão com o Espírito que habita em nós e nos conduz através de Jesus, na Igreja, ao nosso Pai celeste. Na força do seu Espírito, Jesus está sempre presente nos nossos corações, esperando serenamente que nos acomodemos em silêncio junto d’Ele para ouvir a sua voz, permanecer no seu amor e receber a «força que vem do Alto», uma força que nos habilita a ser sal e luz para o nosso mundo.

Na sua Ascensão, o Senhor ressuscitado disse aos seus discípulos: «Sereis minhas testemunhas (…) até aos confins do mundo» (Act 1, 8). Aqui, na Austrália, damos graças ao Senhor pelo dom da fé que chegou até nós como um tesouro transmitido de geração em geração na comunhão da Igreja. Aqui, na Oceânia, damos graças de modo especial por todos os heróicos missionários, sacerdotes e religiosos diligentes, pais e avós cristãos, professores e catequistas que edificaram a Igreja nestas terras. Testemunhas como a Beata Mary MacKillop, São Peter Chanel, o Beato Peter To Rot e muitos outros. A força do Espírito, que se revelou nas suas vidas, está ainda em acção nas beneméritas iniciativas que deixaram, na sociedade que plasmaram e que agora é entregue a vós.

Amados jovens, permiti que vos ponha agora uma questão. E vós o que é que deixareis à próxima geração? Estais a construir as vossas vidas sobre alicerces firmes, estais a construir algo que há-de durar? Estais a viver a vossa existência de modo a dar espaço ao Espírito no meio dum mundo que quer esquecer Deus ou mesmo rejeitá-Lo em nome de uma falsa noção de liberdade? Como estais a usar os dons que vos foram dados, a «força» que o Espírito Santo está pronto, mesmo agora, a derramar sobre vós? Que herança deixareis aos jovens que virão? Qual será a diferença impressa por vós?

A força do Espírito Santo não se limita a iluminar-nos e a consolar-nos; orienta-nos também para o futuro, para a vinda do Reino de Deus. Que magnífica visão duma humanidade redimida e renovada entrevemos na nova era prometida pelo Evangelho de hoje! São Lucas diz-nos que Jesus Cristo é o cumprimento de todas as promessas de Deus, o Messias que possui em plenitude o Espírito Santo para comunicá-Lo à humanidade inteira. A efusão do Espírito de Cristo sobre a humanidade é um penhor de esperança e de libertação contra tudo aquilo que nos depaupera. Tal efusão dá nova vista ao cego, manda livres os oprimidos, e cria unidade na e com a diversidade (cf. Lc 4, 18-19; Is 61, 1-2). Esta força pode criar um mundo novo, pode «renovar a face da terra» (cf. Sal 104, 30).

Uma nova geração de cristãos, revigorada pelo Espírito e inspirando-se a uma rica visão de fé, é chamada a contribuir para a edificação dum mundo onde a vida seja acolhida, respeitada e cuidada amorosamente, e não rejeitada nem temida como uma ameaça e, consequentemente, destruída. Uma nova era em que o amor não seja ambicioso nem egoísta, mas puro, fiel e sinceramente livre, aberto aos outros, respeitador da sua dignidade, um amor que promova o bem de todos e irradie alegria e beleza. Uma nova era na qual a esperança nos liberte da superficialidade, apatia e egoísmo que mortificam as nossas almas e envenenam as relações humanas. Prezados jovens amigos, o Senhor está a pedir-vos que sejais profetas desta nova era, mensageiros do seu amor, capazes de atrair as pessoas para o Pai e construir um futuro de esperança para toda a humanidade.

O mundo tem necessidade desta renovação. Em muitas das nossas sociedades, ao lado da prosperidade material vai crescendo o deserto espiritual: um vazio interior, um medo indefinível, uma oculta sensação de desespero. Quantos dos nossos contemporâneos escavaram para si mesmos cisternas rotas e vazias (cf. Jer 2, 13) à procura desesperada de sentido, daquele sentido último que só o amor pode dar!? Este é o dom grande e libertador que o Evangelho traz consigo: revela a nossa dignidade de mulheres e homens criados à imagem e semelhança de Deus; revela a sublime vocação da humanidade, que é a de encontrar a própria plenitude no amor; desvenda a verdade sobre o homem, a verdade sobre a vida.

Também a Igreja tem necessidade desta renovação. Precisa da vossa fé, do vosso idealismo e da vossa generosidade, para poder ser sempre jovem no Espírito (cf. Lumen gentium, 4). Na segunda leitura de hoje, o apóstolo Paulo recorda-nos que todo o indivíduo cristão recebeu um dom, que deve ser usado para edificar o Corpo de Cristo. A Igreja tem uma especial necessidade do dom dos jovens, de todos os jovens. Ela precisa de crescer na força do Espírito, que agora mesmo vos enche de alegria a vós, jovens, e vos inspira a servir o Senhor com entusiasmo. Abri o vosso coração a esta força. Dirijo este apelo de forma especial àqueles que o Senhor chama à vida sacerdotal e consagrada. Não tenhais medo de dizer o vosso «sim» a Jesus, de encontrar a vossa alegria na realização da sua vontade, entregando-vos completamente para chegardes à santidade e pondo os vossos talentos a render para o serviço dos outros.

Daqui a pouco celebraremos o sacramento da Confirmação. O Espírito Santo descerá sobre os candidatos; estes serão «marcados» com o dom do Espírito e enviados para ser testemunhas de Cristo. Que significa receber o «selo» do Espírito Santo? Significa ficar indelevelmente marcados, inalteravelmente mudados, significa ser novas criaturas. Para aqueles que receberam este dom, nada mais pode ser como antes. Ser «baptizados» no Espírito significa ser incendiados pelo amor de Deus. «Beber» do Espírito (cf. 1 Cor 12, 13) significa ser refrescado pela beleza do plano de Deus sobre nós e o mundo, e tornar-se por sua vez uma fonte de refrigério para os outros. Ser «selados com o Espírito» significa além disso não ter medo de defender Cristo, deixando que a verdade do Evangelho permeie a nossa maneira de ver, pensar e agir, enquanto trabalhamos para o triunfo da civilização do amor.

Ao elevar a nossa oração pelos confirmandos, pedimos também que a força do Espírito Santo reavive a graça da Confirmação em cada um de nós. Oxalá o Espírito derrame os seus dons em abundância sobre todos os presentes, sobre a cidade de Sidney, sobre esta terra da Austrália e sobre todo o seu povo. Que cada um de nós seja renovado no espírito de sabedoria e de entendimento, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de ciência e de piedade, espírito de santo temor de Deus.

Pela amorosa intercessão de Maria, Mãe da Igreja, que esta 23.ª Jornada Mundial da Juventude seja vivida como um novo Cenáculo, para que todos nós, inflamados no fogo do amor do Espírito Santo, possamos continuar a proclamar o Senhor ressuscitado atraindo para Ele todos os corações. Ámen.

Diocese do Funchal

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

IGREJA PAROQUIAL DA PONTA DO PARGO
ARCIPRESTADO DA CALHETA
DIOCESE DO FUNCHAL
CATEQUESE
INFORMAÇÃO

PRÓXIMO ENCONTRO:
Grupo de JOVENS - Crismandos em 01-11-2008

Domingo, 07 de Dezembro de 2008
Das 09h30 às 10h45
Material necessário:
- Caderno
- Caneta